Sábias palavras.
sábado, 18 de maio de 2013
Lucas Pires: Sábias palavras
segunda-feira, 22 de abril de 2013
PME´s: Crédito, my ass
Duas informações, no jornal Expresso, em notícias separadas desvendam muito do mistério sobre o problema de crédito da nossa economia.
Numa, o próprio António Borges, referindo-se a dados da OCDE, revelava que Portugal era o 3º país no ranking da organização, em que o Estado tinha mais influência na Economia.
Ao lado Vieira Lopes, da Confederação do Comércio e Serviços de Portugal (CCP) dizia que o crédito para as PME´s tinha descido 18%, enquanto para as empresas do Sector Empresarial do Estado tinha crescido 20%.
Nada que me surpreenda, portanto.
segunda-feira, 1 de abril de 2013
Que se lixe a Troika: Versão 1928
Para quem ainda acha que, mandando lixar a Troika, nos espera a Terra Prometida (acabado de sair da Páscoa são estas as analogias). Vejamos o que aconteceu da última vez que optamos pela alternativa:
·
"As condições draconianas da Sociedade das Nações incluíam a necessidade de um «controlador» internacional junto do governo português, e a possibilidade de a administração das receitas públicas vir a ser gerida por uma comissão de credores, no caso de incumprimento. As condições foram rejeitadas pelo Governo. A via escolhida pelo regime ia ser a ditadura financeira. Esta, aplicada pelo recém-chegado ministro das Finanças, António Salazar, revelou-se pelo saldo positivo das contas públicas de 1928-29” (António Barreto e Maria Filoména Mónica in Dicionário da História de Portugal)
sábado, 30 de março de 2013
Porque a história se repete...
... e está nas nossas mãos evitá-lo. Já sabemos onde ela nos leva e não é sensato ignorá-lo.
· "Sob o ponto
de vista financeiro, a dura lição de 1891 valeu de tanto para o período que
estamos examinando, como a bancarrota de 1852 para a longa década que se lhe
seguiu: temos vivido no regímen do deficit" (António Oliveira Salazar, O Ágio do Ouro: 1918)
terça-feira, 26 de fevereiro de 2013
Do Populismo: Contas de merceeiro como arma política
Por muito que seja a injustiça de não terem havido cortes substanciais nos vencimentos de deputados (que eu saiba), fazer passar propaganda de que se eliminarmos 100 deputados (parlamentares?), teremos dinheiro para pagar a 34.400 professores, não passa disso mesmo...propaganda.
Vejamos os números: "Segundo os dados da Federação Nacional de Professores, um docente com 15 anos de serviço viu o seu ordenado bruto ser reduzido em 2011 de 1982 euros para 1913". Ora, como isto se refere a uma pessoa com 15 anos de serviço, e os dados são de 2011, vamos diminuir a parada. Um salário médio de professores (mesmo contabilizando aqueles em final de carreira) de 1000 euros (há quem calcule em 1250).
Ora, o salários dos "representantes do poder legislativo e de órgãos executivos passou de 5.605 euros para 5.686 euros". Note-se que a notícia parece misturar salários dos governantes com deputados, o que ainda inflaciona os cálculos finais. Mas é injusto? Talvez. Fica ao critério de cada um. Há quem ache que um deputado deveria ganhar o salário mínimo? Boa sorte ao tentar torná-los impermeáveis à corrupção e a atrair os melhores para o exercício destes cargos.
Mas o ponto nem é este. A minha pergunta é: quantos professores paga um salário de 5.686 euros? Se formos pela média acima estipulada a resposta: 5,7. E agora, imagine-se que íamos pelo populismo e, de facto, cortávamos 100 deputados. Pelas minhas contas pouparíamos 568. 600 euros/ mês. Muito bem, eu até acho que se deva poupar. Mas, e quantos professores seriam salvos com esta medida? Se dividirmos este valor, por salários de 1000 euros (a média), conseguiríamos um saldo de 568,6 professores. Mas afinal não eram 34.400? Pois, é o que dá fazer contas à populista.
O autor do post, não era com certeza professor de matemática. Mas este é apenas mais um exemplo, do que vai por essas redes sociais. E para quem preza tanto a educação, este tipo de desinformação é no mínimo...incongruente.
terça-feira, 19 de fevereiro de 2013
Ensino Superior: Um Bloco de Esquerda incoerente
Surge de novo, em força o debate acerca do Ensino Superior. As Universidades Públicas lutam por conseguir meios para ser sustentáveis. As recentes notícias dão por conta que pedem a antigos alunos por contribuições para ajudar o Ensino Superior.
O que alguns chamam de caridadezinha, eu apelido de reconhecimento. Reconhecimento por parte dos alumni, que agradecem à Universidade ter-lhes proporcionado um ensino que lhes permitiu ter chegado mais longe, e reconhecimento por parte da Universidade aos alunos que conseguiram vencer na vida. Por isso, é uma falsa polémica dizer que estamos perante caridadezinha.
O autor do texto, ao dizer que tal coisa retira credibilidade ao ensino universitário nacional, com certeza não olhou muito para o que se passa lá fora. É aliás uma das universidades mais afamadas a nível mundial (Princeton, nos Estados Unidos) que tem maior percentagem de alumni mecenas. Julgo que a Universidade não perdeu credibilidade e posso dizer que sozinha tem mais credibilidade que todas as universidades nacionais.
Concordo com o autor do texto num ponto. O estado do ensino é calamitoso. Mas aqui contradiz-se. Quer que as propinas se mantenham inalteradas (porventura quererá que baixem), mas desdenha fundos preciosos vindos de ex-alunos. Esquece-se que um euro a mais na conta bancária da Universidade é um euro a menos nas propinas de um aluno. Em tempos de crise, toda a ajuda é bem-vinda.
Tanto é bem-vinda que acho que poderíamos ir mais longe. Por exemplo, aumentar as parcerias com o sector empresarial, com instituições etc etc. Uma ideia: os alunos de mestrado e doutoramento, deveriam ser encorajados a promover esforços no sentido de criar produtos e melhorias tecnológicas que possam ajudar empresas de sectores particulares . No caso das engenharias e ciências, apresentar ideias para desenvolver de produtos, estudar maquinaria etc. E deveriam tentar encontrar empresas que financiassem o seu esforço académico, já que estas seriam as principais beneficiárias do seu esforço. O mesmo se passaria com os alunos das ciências sociais. Apresentar projectos que fossem do interesse de instituições tanto nacionais como internacionais, relativo a temas de análise política, sociológica e afins. And so on...
Não compreendo o medo de parceiras com privados no fornecimento de fundos às Universidades e do financiamento de mestrados e doutoramentos. Claro que essas empresas não o fariam apenas por solidariedade pura, mas também porque precisam de mão-de-obra qualificada e de melhorias tecnológicas que as ponham um passo à frente da concorrência. Assim, como se de uma certa "mão invisível" se tratasse, o interesse das empresas reverteria em favor daqueles com o génio e engenho de apresentar projectos inovadores. Quem ganharia com isso? No final de contas, toda a economia e com ela todos nós.
Agora o que não podemos ser é incoerentes: desdenhar apoios privados com o caso dos alumni e, logo de seguida, exigir amnistia total de propinas. Tentemos também não ver tudo através de um espectro ideológico. Diabolizar a iniciativa privada e a sua importância para a sua sociedade é um espectro que espero ver ultrapassado.
segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013
Desemprego: Um governo em contra-mão.
Podem achar muito estranho, mas eu realmente tenho esta ideia: o Governo arrisca-se a destruir o que se propôs construir: um Estado mínimo, sem uma população excessivamente dependente de um "nanny-state". Aliás, isto sou eu a ser ingénuo. Tenho as minhas dúvidas quantos às reais intenções deste governo em realmente libertar a sociedade do Estado. A máquina partidária move-se como se move em Portugal e precisa do Estado como de pão para a boca, como todos sabemos.
Falo a partir da faixa etária onde me insiro: isto algures entre os 20 e os 30 (podemos esticar a coisa em alguns casos). Nós não queremos viver do Estado Social. Caramba! O nosso sonho (da maioria, pelo menos) é trabalhar, ter independência, quiçá ser empreendedor (nem todos queremos e nem todos podemos, claro) e, com muita sortinha, ser talvez um Zuckerberg ou um Steve Jobs (pedir isso em Portugal é como pedir bananas na Finlândia, mas pronto...).
Duvido que a maioria deseje viver, para sempre, do subsídio de desemprego. Mas também não é baixando-o abruptamente espremendo-o ao máximo que vamos criar uma sociedade independente do Estado. Não sem procurar criar a segurança de um emprego. Aliás, na minha humilde ignorância, acho que se corre o risco do contrário. Uma sociedade excessivamente desamparada clama sempre por mais protecção. Sempre. Isso equivale a mais Estado, não a menos. Os tímidos, mas elucidativos, avanços eleitorais da extrema-esquerda falam por si...
Ora, continuando a minha análise, julgo que isto devia ser um percurso com duas faixas. Bem sei que o caminho do crescimento não é tão fácil como se propala por aí. Sei ainda melhor (estamos todos a senti-lo, aliás) que mais difícil se torna quando se está asfixiado por uma dívida abissal.
Mas há coisas que podiam ser feitas e que não custavam assim tanto (porra, algumas até estão no memorando!): captar investimento estrangeiro. Como? Baixando o IRC (a Irlanda tem um de 12,5% e o nosso é o dobro, porquê tanto bla bla?) e reformando a vergonha de Justiça que temos. E - pasme-se! - há ainda coisas que podiam ter sido evitadas. Tipo aumentar ainda mais a burocracia.
Mas há coisas que podiam ser feitas e que não custavam assim tanto (porra, algumas até estão no memorando!): captar investimento estrangeiro. Como? Baixando o IRC (a Irlanda tem um de 12,5% e o nosso é o dobro, porquê tanto bla bla?) e reformando a vergonha de Justiça que temos. E - pasme-se! - há ainda coisas que podiam ter sido evitadas. Tipo aumentar ainda mais a burocracia.
Reconheço que não dou soluções mágicas (quem me dera tê-las, podiam dar o meu nome a uma escola ou assim...), mas também sei que estão a criar uma geração de dependentes (e de indigentes) ao não permitir a criação de emprego. Sei que não é possível crescer por decreto e, para criar empregos e um dia - quiçá- aumentar salários, teremos de ser um país atractivo para o capital. E fazemos isso ao convidar e encorajar a iniciativa privada, não ao afastá-la.
Resumindo, pergunto a todos os ministros e secretários de Estado: Vocês não entendem o rumo que estão a tomar? Não percebem que se arriscam a ser os artífices do socialismo na próxima geração? Não percebem que estabeleceram um caminho oposto ao do que se pretenderam? Não entendem que estão a criar um "monstro"?
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